Sunday, April 19, 2009

EUA : O PIOR DA RECESSÃO JÁ PASSOU

Diretores do BC dos EUA sugerem que o pior da recessão já passou
Publicidade ,18/04/2009 ,da Reutersda Folha Online
Dois dos principais membros do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA) sugeriram neste sábado que o pior da crise financeira já passou no país. Donald Kohn, vice-presidente do Fed, e William Dudley (diretor da unidade regional do banco em Nova York) defenderam os cortes de juros e as injeções de capital na economia como forma de reativar o crescimento americano.
Os diretores foram questionados sobre a crise durante uma conferência na Universidade de Vanderbilt, em Nashville (no Estado do Tennessee). Para eles, a economia real ainda vai demorar algum tempo para mostrar os efeitos das medidas anticrise, mas o Fed e o governo têm sido bem-sucedidos em agir para retomar o crescimento.
Para Kohn, o "número dois" do Fed, a política em direção a uma taxa inflacionária de 2%, mais que um valor mais baixo, dá ao banco mais espaço para atuar em tempos de crise. "Essa flexibilidade poderia nos ajudar a facilitar ainda mais o crédito se a economia se mostrar resistente aos estímulos fiscais e monetários que já foram concedidos", disse.
Ele afirmou que, até agora, têm funcionado as tentativas do BC dos EUA para restaurar os mercados de crédito e recuperar a economia. Entre as decisões já tomadas pelo Fed está a redução da taxa de juros do país para algo entre zero e 0,25%.
William Dudley, presidente da unidade regional mais importante do Fed, afirmou que os programas emergenciais estão funcionando, apesar de muitos investidores ainda estarem assustados com os altos gastos propostos pelo governo para salvar bancos e as montadoras --no total, os pacotes do governo americano podem passar de US$ 1 trilhão.
A disputa política sobre os bônus dos bancos fez com que alguns investidores repensassem sobre colaborar com as medidas do Fed, disse. "É bom enfatizar que o que leva os investidores a correr determinados riscos, especialmente em um cenário de crise como esse, é o poder de garantir de crédito a taxas de juros interessantes."
Fluxo de crédito
Kohn destacou, no entanto, que qualquer expectativa por uma recuperação duradoura depende do sucesso do governo em estabilizar os mercados financeiros e fazer com que o fluxo de crédito seja restabelecido.
"A situação nos mercados financeiros e na economia poderia ter sido muito pior se o Fed não tivesse agido como agimos", afirmou.
Em seus atuais esforços para ajudar a impulsionar o mercado imobiliário, Kohn afirmou que o Fed está considerando incluir empréstimos para grandes hipotecas no Tarp (Programa de Alívio de Ativos Problemáticos, na sigla em inglês), programa aprovado em outubro do ano passado, na gestão do presidente George W. Bush. Contudo, ele não detalhou como a medida pode ser executada.
O vice-presidente do Fed foi questionado por Paul Volcker, ex-presidente do Fed e chefe do conselho assessor para a recuperação da economia do governo. Conhecido por seus cortes agressivos nas taxas de juros para conter a inflação nos anos 80, Volcker afirmou que a queda brusca na atividade econômica americana no fim de 2008 --marcado com a quebra do banco Lehman Brothers, em setembro-- pode não ter levado os EUA a uma "grande depressão", mas "colocou o país em uma grande recessão com certeza".
"Nenhum de nós havia presenciado uma diminuição da atividade econômica com a velocidade vista no ano passado", disse.
Mais crise
No caminho contrário do otimismo dos diretores do Fed, a economista suíça Beatrice di Mauro, primeira mulher a integrar o grupo de cinco peritos em economia que assessora o governo da Alemanha, disse que os piores efeitos da crise financeira ainda estão por vir e que é preciso rigor com os bancos que não estão preparados para superá-la.
"Houve uma ou duas notícias positivas que geraram certa euforia. Mas temo que, em muitos âmbitos, o pior esteja por vir", disse Di Mauro à edição do jornal "Berliner Zeitung" deste sábado.
agora os efeitos da crise global começaram a atingir o mercado de trabalho e as empresas, por isso muito pode acontecer ao longo do ano, acredita a especialista. Di Mauro também acha que os bancos sem condições de enfrentar a crise sozinhos não deveriam ser socorridos com o dinheiro do contribuinte.
"Não é possível que todos os bancos sejam de relevância para o sistema e que o contribuinte tenha que assumir quase completamente" sua recuperação, disse a especialista, para quem o governo deve começar a preparar os procedimentos necessários para que os bancos "sem um modelo de gestão que funcione" declarem sua quebra.
Com Efe

Saturday, April 11, 2009

CHINA ESTIMULA LA ECONOMIA

China economic stimulus starting to work: premier
BEIJING (AFP) – Measures taken by China to combat the global economic crisis are beginning to show results, state media Saturday quoted Premier Wen Jiabao as saying, ahead of first quarter results due next week.
"The economic indicators for the first quarter will be published next week but I can tell you that the measures we have taken are beginning to show their first results," Wen said at a meeting with the Chinese community in Thailand, according to the China News Agency.
In a video recording of Wen's address, released on the website of Hong Kong's Phoenix TV, Wen said that investment flows and demand had increased. He did not give precise figures.
"The difficult situation that some sectors and businesses were in is beginning to change... credits and loans are increasing rapidly," he added.
"The economic situation is starting to change in a positive way, the situation is better than we had expected."
Chinese authorities in November unveiled an unprecedented four trillion yuan (455-billion-dollar) stimulus package to combat the crisis.
In the fourth quarter of last year, China's economy grew only 6.8 percent. Economic growth for 2008 was nine percent, down from 13 percent in 2007.

Monday, April 6, 2009

RETRACCION DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA

Cepal prevê recuo de 0,3% na economia da América Latina e do Caribe em 2009 Da Agência Brasil
Brasília - A economia da América Latina e do Caribe deve recuar 0,3% em 2009, a primeira retração em seis anos de crescimento. A taxa de desemprego regional aumentará em cerca de 9%. As projeções foram divulgadas no último dia 1º pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo a Cepal, os países mais afetados devem ser México (-2,0% de queda), Brasil (-1,0%), Costa Rica (-0,5%) e Paraguay (-0,5%), enquanto que Panamá, Peru, Cuba y Bolívia manteriam um crescimento igual ou superior a 3%. Já o Equador e o Chile não teriam crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos nesses países, em 2009.
De acordo com a Cepal, os efeitos negativos também devem ser observados no comércio exterior e na redução dos preços das commodities (produtos primários). Haverá redução das exportações, o que afetará principalmente a economias abertas como México, além de redução das remessas internacionais e de ingresso de recursos por meio do turismo, principalmente no Caribe. Também deve haver redução nos fluxos de investimento estrangeiro direto (caracterizado pelo interesse duradouro do investidor na economia).
“Isso se dá em um contexto de crescente incerteza em nível regional e global que afeta as expectativas do setor privado, com conseqüências negativas sobre o investimento e o consumo”, diz nota da Cepal.
Outra expectativa da Cepal é a redução do financiamento internacional. Apesar disso, a Cepal considera que as economias da região têm solidez para enfrentar os impactos financeiros, porque aproveitaram a bonança de anos anteriores para acumular reservas e diminuir o endividamento.
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Saturday, April 4, 2009

PACOTE PARA O COMERCIO NA CRISE

Pacote para comércio deve atingir US$ 250 bi
PARIS - O G-20 prepara um pacote bilionário de financiamento ao comércio internacional, para reverter a dramática queda nas exportações e importações. Fontes europeias estimam que a soma disponível para os próximos dois anos pode ficar perto de US$ 250 bilhões, mais do que o dobro do que previa o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.
O Banco Mundial fala em programa de liquidez de US$ 50 bilhões para o comércio. Mas o pacote será complementado por agências de financiamento ao comércio exterior. O Japão anunciou ontem um pacote de US$ 22 bilhões e os EUA já tinham acenado com US$ 100 bilhões. A União Europeia também oficializou seu apoio à iniciativa do G-20, sem mencionar cifras. A contribuição virá de cada país individualmente, através de suas agências de financiamento ao comércio. Bancos regionais de desenvolvimento igualmente vão colocar dinheiro.
A comissária europeia de Comércio, Catherine Ashton, e o comissário europeu de Assuntos Econômicos e Monetários, Joaquin Almunia, advertiram que a falta de recursos para as trocas globais está aumentando. Esse déficit passou de US$ 25 bilhões ao final do ano passado para cerca de US$ 300 bilhões agora, colocando em risco o fluxo comercial.
Segundo os comissários, mesmo companhias com encomendas certas não são capazes de embarcar seus produtos, o que ameaça sobretudo pequenas e médias empresas. No curto prazo, os governos e instituições internacionais vão tentar cobrir a falta de recursos, com o pacote do G-20.
A queda livre do comércio internacional foi ilustrada ontem com nova projeção da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de contração de 13,2% nas trocas este ano, bem acima dos 9% estimados pela Organização Mundial do Comércio (OMC).
Depois de ter crescimento médio de 8% nos últimos anos, as exportações e importações entraram em colapso no último trimestre do ano passado, afetando todas as regiões e registrando os piores resultados em décadas.
Para a OCDE, a contração não pode ser explicada apenas pela diminuição do financiamento ao comércio em seguida à relutância dos bancos em emprestar.
A seca de financiamento é maior do que em crises anteriores, mas sobretudo parece haver um vínculo mais forte do que se pensava entre atividade e comércio como resultado da globalização das cadeias de suprimento de mercadorias.
A OCDE nota a queda sem precedente da atividade em termos de severidade e alto grau de sincronização com o colapso do comércio internacional. Para o primeiro trimestre deste ano, a estimativa é de queda de 22,7% nas trocas globais.
As economias que mais sofreram com a queda das exportações foram a Alemanha e o Japão, entre os países industrializados -e mais do que sofreram os países mais afetados pela crise financeira.
O valor das exportações em países da Ásia caiu mais de 30% também no primeiro trimestre deste ano. Essa excepcional contração pode ter fim ainda este ano, na avaliação da OCDE.
A entidade estima que queda poderá ser contida mais para o final do ano e registrar uma " recuperação robusta " em 2010 graças principalmente ao crescimento de emergentes como China, Índia e Brasil.
(Assis Moreira Valor Econômico)

REAÇOES POSITIVAS A LA CUMBRE DEL G -20 EM LONDRES

Mercados animados com decisões do G20
Londres, 3 de Abril de 2009 - "Este é o dia em que o mundo se uniu para lutar contra a recessão global", disse ontem o primeiro-ministro britânico Gordon Brown, no encerramento da reunião do G20 em Londres. "Nossa mensagem hoje é clara e positiva: acreditamos que os problemas globais requerem soluções globais."
Tentando reduzir as distâncias entre as filosofias políticas e financeiras, os líderes de vinte e quatro das maiores economias do mundo concordaram ontem com um amplo leque de novas medidas fiscais e reguladoras, em um esforço desesperado para revitalizar a economia global, que inclui garantias de US$ 1,1 trilhão para ajudar países em dificuldades. Outras medidas incluem severas regulamentações sobre os fundos hedge e as agências de classificação, assim como veto aos paraísos fiscais.
As notícias positivas por parte do G20 animaram os mercados ao redor do mundo. Na Europa, as altas nas bolsas variaram entre 4% e 6%, movimento seguido pelas praças americanas, onde o Dow Jones subiu 2,79% e o Nasdaq, 3,29%. No Brasil, os mercados acompanharam o otimismo geral. O Ibovespa fechou em alta de 4,19%, num pregão responsável pelo maior movimento financeiro do ano, de R$ 5,89 bilhões.

AUMENTOU O DESEMPREGO NOS EUA

A economia norte-americana fechou mais 663 mil vagas em março, elevando o número de desempregados no país a 5,1 milhões desde o início da atual recessão, em dezembro de 2007. A taxa de desemprego aumentou de 8,1% para 8,5%, maior percentual desde 1983. No total, existem hoje 13,2 milhões de desempregados nos EUA.

Thursday, April 2, 2009

G-20 CONTRA A CRISE - REUNION DE LONDRES 2 DE ABRIL 2009

G20 anuncia recursos contra a crise, mas avança pouco em regulação do mercado financeiro Mylena Fiori Repórter da Agência Brasil
Brasília - Apesar da tenttiva de um novo Consenso de Washington, com o redesenho do sistema financeiro internacional, o principal anúncio da cúpula do G20 financeiro, realizada hoje (2) em Londres, foi a promessa de mais recursos para atenuar os efeitos da crise econômica global. Os líderes decidiram destinar US$ 1,1 trilhão para restaurar o crédito e os empregos e retomar a trajetória de crescimento da economia mundial. Estima-se que, até até o fim de 2010, o montante chegue a US$ 5 trilhões e a produção mundial aumente em 4%.
A cifra de US$ 1,1 trilhão, previamente negociada por ministros da economia e presidentes de bancos centrais, foi anunciada no encerramento do encontro de líderes das maiores economias desenvolvidas e em desenvolvimento do planeta.
A maior parte dos recursos, US$ 750 bilhões, será para reforçar o Fundo Monetário Internacional (FMI). Desse total, US$ 250 bilhões se destinarão ao financiamento do comércio nos próximos dois anos e outros US$ 250 bilhões serão para apoio ao SDR (Direito Especial de Saques, na sigla em inglês) e pelo menos US$ 100 bilhões irão para os bancos multilaterais de desenvolvimento (como o Banco Mundial), de acordo com o documento final da cúpula). Há ainda intenção de direcionar US$ 6 bilhões da venda de ouro das reservas do FMI aos países mais pobres nos próximos dois ou três anos.
Os países membros do FMI se comprometeram a turbinar imediatamente o fundo com US$ 250 bilhões. Até mesmo o Brasil deve contribuir, mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ainda não confirmou valores.. O aumento de aportes para o fundo estava condicionado à reforma da instituição, com maior participação decisória dos emergentes. Os líderes do G20 também se comprometeram com a “reforma e modernização” das instituições financeiras globais, como já haviam feito na Cúpula de Washington, em novembro, mas deram um passo nessa direção, propondo uma nova revisão do sistema de quotas do fundo até janeiro de 2011. Também prometeram avançar nas discussões sobre a representação no Banco Mundial de forma a se chegar a um acordo na reunião do primeiro semestre de 2010.
Os líderes do G20 financeiro também se comprometeram a promover os “esforços” fiscais necessários à retomada do crescimento e promover o “desenvolvimento verde”, já com foco na Conferência do Clima de Copenhague, marcada para dezembro deste ano, onde deve ser negociado um acordo para redução de gases de efeito estufa pós Protocolo de Quioto.
Como na Cúpula de Washington, os governantes condenaram o fechamento dos mercados como reação à crise financeira e se comprometeram a não adotar medidas protecionistas até o final de 2010.. Na reunião anterior, haviam se comprometido a não adotar medidas protecionistas até o final de 2009, mas não cumpriram. Relatório recém-divulgado pelo Banco Mundial mostrou que 17 dos 10 países do G20 financeiro – inclusive o Brasil – adotaram medidas restritivas ao comércio desde a reunião de novembro.
Mais uma vez, os líderes defenderam a conclusão da Rodada Doha como forma de estimular as trocas comerciais e, assim, superar a recessão mundial. O presidente norte-americano, Barack Obama, teria aceitado retomar as negociações na cúpula do G8, marcada para julho, na Itália.
Quanto ao tema central do encontro – a regulamentação e supervisão do sistema financeiro internacional - os líderes limitaram-se a reiterar a necessidade de regras. Todos concordaram em reforçar seus próprios sistemas regulatórios – como defendiam os Estados Unidos – e se propuseram a aprofundar a cooperação e estabelecer princípios internacionais comuns. Também declararam guerra aos paraísos fiscais.
Os americanos conseguiram convencer os europeus a ampliar seus programas de combate à recessão, mas não foi dessa vez que o mundo conseguiu convencer a maior economia do planeta a aceitar a criação de um órgão regulador supranacional. Para compensar, o G20 financeiro anunciou a substituição do FSF (Fórum de Estabilidade Financeira, na sigla em inglês) pelo FSB (Conselho de Estabilidade Financeira) – teoricamente com mandato reforçado, o novo órgão reunirá todos os países do G20 financeiro, integrantes do FSF, a Espanha e a Comissão Européia.

G-20 1,1 TRILLON DE US$ P/ PAISES POBRES - CRISE FINANCIERA MUNDIAL

G20 destinará US$ 1,1 trilhão a países pobres prejudicados pela crise financeira Fernando Freire Enviado Especial da EBC
Londres - O líderes das 20 maiores economias do mundo e países emergentes vão destinar US$ 1,1 trilhão ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para que a instituição ajude os países mais pobres, prejudicados pela crise financeira internacional.
A informação foi dada pelo primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, em pronunciamento no encontro do G20, em Londres.
No total, o grupo deverá disponibilizar recursos que poderão atingir US$ 5 trilhões até o final de 2010, provenientes da expansão fiscal. O objetivo é gerar emprego, estimular a volta do crédito e fazer com que as economias cresçam, pelo menos, 4% ao ano.
Daqui a pouco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concede entrevista coletiva na embaixada brasileira em Londres, quando falará dos resultados da reunião em se discutiu como superar a crise financeira internacional.