Grandes tendencias económicas para 2010
Publicado en Dec 30th 2009 1:40PM por tublogsilloCategoría Tu Blogsillo
Por Jaime MejiaLo que ha quedado claro en el mundo es que estamos tal vez iniciando una especie de nueva era económica como resultado de la gran crisis global del último año. Nuevas tendencias empezaron con fuerza en 2009 y continuarán en 2010. Estas son algunas de esas nuevas fuerzas que afectarán tus finanzas personales:Ni el euro no el dólar: La crisis económica le ha restado importancia al dólar en todo el mundo del comercio y las finanzas globales y por un tiempo se pensó que la nueva moneda global sería el euro.Pero ahora es más claro que la crisis también le está pasando factura a la Comunidad Europea.Los países europeos entran en 2010 con serias preocupaciones por su deuda y exceso de gasto público. La calificación de crédito de Grecia y Portugal ha sido rebajada recientemente y hay nerviosismo en los mercados por lo que ocurra en Europa en los próximos meses.Crece el papel del Estado en la economía: Hasta antes de la crisis la única verdad parecía ser que el gobierno no debería intervenir en la economía creando o administrando empresas, al menos en Estados Unidos. Pero ahora esto no está tan claro despu[es del masivo rescate bancario y de las automotrices.Países emergentes ganan más espacio: Hasta hace unos años Decir que China era el futuro parecpia como una lejana predicción. Ahora es una realidad. Y no es solo China. En esta crisis se ha visto la fuerza de las economías emergentes del llamado grupo BRIC (Brasil, Rusia, India y China). Estados Unidos y Europa dejarán de ser los principales motores de la economía y en el futuro, las economías del BRIC serán una fuerza impulsora de gran magnitud. Las energías alternativas se consolidan: La crisis también ha hecho que el mundo cambie sus patrones de consumo energético. El petróleo aún no pierde su lugar dominante, pero ahora es mucho más claro que sus días están contados. Las automotrices están lanzando de forma masiva auos eléctricos y de otras tecnologías y la generación de energía con tecnologías alternativas como paneles solares y turbinas de viento son cosas cada vez más comunes en el mundo actual y lo serán aún más en 2010.
Friday, January 1, 2010
Monday, December 7, 2009
MERCADO MUNDIAL CAIRA 10 %
Comércio mundial cairá mais de 10% em 2009, segundo Lamy
08:39 07 de Dezembro de 2009
SEUL (AFP) - O comércio mundial registrará este ano provavelmente uma queda sem precedentes, superior a 10%, em consequência da crise econômica, advertiu nesta segunda-feira o diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy.
Mesmo admitindo que os governos fizeram progressos na luta contra a crise, Lamy destacou que ainda resta muito por fazer.
"Em fevereiro deste ano, a crise atingiu o pico. Menos de um ano depois, conseguimos avançar, mas ainda não saímos do problema", afirmou durante um fórum em Seul.
"O processo de limpeza está no meio do caminho, mas os progressos ainda são muito lentos", completou Lamy.
Lamy considera ainda que por este motivo "as pressões para a adotar medidas protecionistas, com seus ganhos ilusórios para as economias nacionais, não desaparecerão tão rapidamente".
Ele insistiu em consequência na necessidade de concluir de uma vez por todas a Rodada de Doha, lançada em 2001 para a liberalização do comércio mundial, mas admitiu que isto "só acontecerá se todos (os países membros da OMC) estiverem dispostos a fazer um esforço sério".
Copyright © AFP. Nenhuma das informações contidas neste servidor pode ser reproduzida, seja a que título for, sem o acordo prévio da Agence France-Presse.
08:39 07 de Dezembro de 2009
SEUL (AFP) - O comércio mundial registrará este ano provavelmente uma queda sem precedentes, superior a 10%, em consequência da crise econômica, advertiu nesta segunda-feira o diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy.
Mesmo admitindo que os governos fizeram progressos na luta contra a crise, Lamy destacou que ainda resta muito por fazer.
"Em fevereiro deste ano, a crise atingiu o pico. Menos de um ano depois, conseguimos avançar, mas ainda não saímos do problema", afirmou durante um fórum em Seul.
"O processo de limpeza está no meio do caminho, mas os progressos ainda são muito lentos", completou Lamy.
Lamy considera ainda que por este motivo "as pressões para a adotar medidas protecionistas, com seus ganhos ilusórios para as economias nacionais, não desaparecerão tão rapidamente".
Ele insistiu em consequência na necessidade de concluir de uma vez por todas a Rodada de Doha, lançada em 2001 para a liberalização do comércio mundial, mas admitiu que isto "só acontecerá se todos (os países membros da OMC) estiverem dispostos a fazer um esforço sério".
Copyright © AFP. Nenhuma das informações contidas neste servidor pode ser reproduzida, seja a que título for, sem o acordo prévio da Agence France-Presse.
Tuesday, September 15, 2009
RECUPERACION DE AMERICA LATINA
Índices e pesquisas apontam rápida recuperação econômica na América Latina,12-09-2009
“Marolinha” ou “tsunami”? Até o último trimestre de 2008, a América Latina alimentava a esperança de passar incólume pela crise econômica que atingia os Estados Unidos e a União Europeia. Havia um certo distanciamento entre os países emergentes, que continuavam a crescer em sua maioria, e as nações mais industrializadas, que mergulhavam na recessão. A queda do banco Lehman Brothers, em setembro de 2008, e o subsequente desaparecimento do crédito, acabou com essa ilusão. A América Latina foi a última região a entrar na crise, mas o golpe não foi pequeno. Após seis anos de crescimento contínuo, o grupo de países deve apresentar um recuo de 1,9% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2009. O Brasil, que crescia ao ritmo de 6% em 2008, teve queda de 3,9% no último trimestre do ano. A economia chilena contraiu 4,5% no segundo trimestre de 2009, o que fez com que o país entrasse oficialmente na primeira recessão desde 1999. Motor do crescimento durante a atual década, o comércio exterior foi duramente afetado. As exportações da região devem apresentar redução de 13% este ano, segundo estimativa da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), braço econômico das Nações Unidas na região. A retração é atribuída ao encolhimento da demanda, à queda dos preços de matérias-primas produzidas na região e ao aperto no mercado de crédito. Segundo a Cepal, seria o pior resultado em 72 anos. Paralelamente, as remessas contraíram cerca de 10% entre o último trimestre de 2008 e o primeiro de 2009. Os efeitos sociais da crise não demoraram a abalar a população da região. Desde o começo de 2008 até o primeiro trimestre de 2009 mais de um milhão de pessoas ficaram sem emprego nas zonas urbanas. A taxa de desemprego deveria passar de 7,4% em 2008 para cerca de 9% este ano, deixando mais de três milhões de pessoas sem trabalho. Isso sem contabilizar a expansão do trabalho informal, que dificulta a saída da pobreza. Rápida melhora Mas enquanto os países ricos parecem ainda experimentar uma deterioração do quadro econômico, vários índices apontam uma recuperação rápida na América Latina, fazendo com que provavelmente a região seja a primeira a sair da crise. A Fundação Getúlio Vargas acabou de publicar, em colaboração com o instituto de pesquisa econômica da Universidade de Munich (IFO), um informe sobre o clima econômico da região. O trabalho mostra uma melhora das expectativas dos agentes econômicos no Peru, Brasil, Chile e Colômbia. “No caso do Brasil, se as expectativas se confirmarem, o país pode passar para a fase de expansão já na próxima sondagem”, acredita Lia Valls, coordenadora da pesquisa para a Fundação Getúlio Vargas. Os números do PIB divulgados nesta semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) confirmam que a economia brasileira cresceu 1,9% no segundo trimestre deste ano na comparação com o primeiro trimestre, o que confirma que o país saiu da recessão técnica. O quadro positivo se estende à maioria dos países da região, exceto na Venezuela, onde a situação política transformou os empresários em adversários do governo. A primeira explicação desta melhora tão rápida vem da recuperação das exportações de matérias-primas, as chamadas commodities. Os preços do cobre, soja, minério de ferro e do petróleo aumentaram desde o começo do ano e subiram ainda mais desde abril, puxados pela demanda asiática. Na China, o pacote fiscal do governo começa a surtir efeitos e já há previsões de que a economia irá crescer 7,5% este ano. Isso provocou uma mudança estrutural nos destinos dos produtos latino-americanos, como mostra o exame do comércio exterior brasileiro. Enquanto as vendas para Estados Unidos caíram 43%, para a União Européia, 27,2% e para o Mercosul, 40% durante os primeiros seis meses do ano em relação ao mesmo período em 2008. Na Ásia, único mercado onde foi registrado crescimento, houve alta de 15,8%. Sendo assim, o continente passou a ser o destino de 27% dos produtos exportados pelo Brasil, com destaque para a China, que em março se tornou o principal cliente do Brasil, ultrapassando os Estados Unidos. O apetite pelas matérias-primas explica também a boa resistência dos investimentos estrangeiros diretos, em comparação com outras regiões do mundo. Em 2009, os fluxos de investimentos na América Latina e no Caribe chegaram a 140 bilhões de dólares, em alta de 9% em relação a 2007, enquanto a tendência mundial era de uma diminuição de 15% - ainda mais marcada nos países mais ricos (-25%). Segundo a Cepal, 80% destes fundos foram para empresas de matérias-primas no Brasil. No Chile e na Colômbia, a quase totalidade foi investida nas mineradoras. Esta recuperação já começou a se refletir nos mercados financeiros. Em 2008, quando a crise apertou, os investidores venderam as ações de todas as bolsas sem muita discriminação, como provaram as fortes quedas dos índices de forma geral. Desde o final do ano passado, as bolsas latino-americanas são as mais dinâmicas. A melhor recuperação é da bolsa do Chile. Mesmo assim, a alta não conseguiu ainda borrar a crise. Desde o seu nível máximo, em julho de 2007, até a sua mínima, em outubro do ano passado, ela caiu 40%. No final de agosto, tinha voltado a 7% abaixo do topo histórico, assim como a bolsa da Colômbia. Macroeconomia Esta diferenciação feita pelos investidores pode ser explicada pelo exame mais profundo dos fundamentos econômicos. “A crise encontrou a América Latina numa situação muito melhor em matéria macroeconômica que em outras épocas”, analisa Lia Valls. Os países tinham pelo menos seis anos de crescimento interrompido, conseguiram diminuir uma boa parte da dívida publica e acumularam reservas internacionais. Na Venezuela, por exemplo, as reservas de divisas deveriam permitir ao governo seguir importando durante nove meses, apesar da queda brutal do petróleo. Na Argentina, os 45 bilhões de reservas aparecem como uma garantia para evitar um calote comparável a aquele de 2001. Mais preparados, os países latino-americanos deram também muito mais espaço a ações do Estado em comparação com as últimas crises, implementando medidas contra-cíclicas fortes, começando pela política monetária. Para facilitar a volta do crédito e manter a demanda interna, todos os países da região entraram em um ciclo de alívio monetário agressivo, com cortes nos juros que vão até 7,5 pontos. No Chile, a taxa passou de 8,25% em janeiro de 2009 a 0,5% em julho. No México, tradicionalmente ortodoxo, caiu de 8,25% no final de 2008 a 4,5% em agosto, o mesmo nível que na Colômbia, enquanto no Peru atingiu o nível histórico de 1,25%, após a sétima redução consecutiva. No Brasil, a taxa básica Selic foi reduzida para 8,75% anuais. Desde a criação do Comitê de Política Monetária do Banco Central, em 1996, é a primeira vez que
descontada a inflação - chegam abaixo de 5% ao ano. Parte 2: Países da América Latina adotam diferentes medidas para sair da crise
A política monetária não foi o único instrumento utilizado pelos países latino-americanos para revitalizar a economia. No Chile, a presidente Michelle Bachelet anunciou um pacote econômico de 4 bilhões de dólares em maio, soma que foi dobrada em junho. “O governo chileno aproveita o dinheiro acumulado no Fundo de Estabilização econômica e social (FEES), no qual vão os benefícios do cobre quando o preço do metal é muito alto”, explica Lia Valls, pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas. No Brasil, Silvio Campos Neto, economista-chefe do Banco Schahin, destaca “a importância das desonerações tributárias em determinados segmentos de bens duráveis (veículos, linha branca, material de construção), estimulando o consumo e a produção destes itens”. Na linha branca, a produção saltou de 20% em maio e junho, em relação ao mesmo período em 2008, enquanto as montadoras já preveem um recorde de vendas neste ano. Os gastos do Estado por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e os investimentos das estatais deveriam ser a principal fonte de atividade econômica. De acordo com cálculos do Ministério da Fazenda, a Petrobras sozinha responderá por quase a metade do crescimento. A estatal deveria desembolsar investimentos por 1,7% do PIB (contra 1,3%, em 2008, e 0,9%, em 2007). Apenas no primeiro trimestre, a Petrobras investiu cerca de 14,4 bilhões de reais, 41% a mais do que em igual período de 2008. “A crise sinalizou o grande retorno da política como protagonista para a construção do futuro na América Latina”, opina Alicia Bárcena, secretária-executiva da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e Caribe). Ela considera que a situação econômica atual acabou com a ilusão de um mercado resolvendo todos os problemas sem a ação do Estado. “O gasto social em tempo de crise é muito importante”, destaca Bárcena, lembrando que a América Latina demorou 12 anos para recuperar o nível de crescimento prévio da crise econômica de 1980, mas precisou de 24 anos para voltar aos níveis de pobreza anteriores a esta mesma crise. Até os organismos multilaterais como o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial incorporaram esta mudança. “Os novos empréstimos do FMI, como aquele de 40 bilhões feito ao México, vêm com poucas condições, o que facilita sua eficiência. No passado, demoravam muito, e as condições fiscais drásticas tinham efeitos negativos sobre a demanda interna”, acrescenta Lia Valls. Próximo passo Menos golpeada que outras regiões, a América Latina deve agora provar sua capacidade de integrar esta melhora de maneira estrutural. Os países que resistiram mais à crise e onde a atividade está decolando mais rapidamente são os que conseguiram construir uma economia com um mercado interno importante, um sistema financeiro sólido e exportações diversificadas. A economia brasileira foi uma das menos afetadas graças à relativa independência do comércio internacional. As exportações respondem por apenas 14% do PIB. No Chile, esse patamar é de 39% e na Costa Rica chega a 46%. É também o peso do mercado doméstico que explica a atração dos investimentos e por essa razão as multinacionais apontaram o Brasil como o quarto destino preferido para investimentos nos próximos dois anos, segundo uma pesquisa da UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento). O México, que exporta mais de 80% de seus produtos para os Estado Unidos, está numa situação bem mais frágil que o Brasil, cujo principal comprador, a China, não ultrapassa 20% das vendas. “Infelizmente, esta situação não provocou uma mudança de atitude dos empresários mexicanos, existe uma inércia grande”, lamenta Hilda Garcia, que dirige a edição multimídia do diário El Universal. O economista argentino Federico Villalpando demonstra a mesma preocupação. “Não há dúvidas que a Argentina está bem mais preparada hoje para uma crise econômica que há dez anos. Mas acho que a procura para diversificar as exportações, a reforma fiscal, a acumulação de reservas e as medidas para aumentar a produção local poderiam ter sido melhores durante os anos de crescimento econômico”. Na Venezuela, a pergunta é se o governo vai conseguir reverter a dependência extrema a um único produto, o petróleo, que representa 93% de suas entradas de divisas. No Brasil, o risco é ver as matérias-primas, que geram pouco emprego e desenvolvimento, tomar o espaço de produtos industriais nas vendas do país. “Veremos se a crise vai incentivar uma mudança na arquitetura financeira da região”, sublinha Lia Valls. Sem acesso ao crédito, a Argentina está obrigada a reconsiderar sua rejeição ao FMI, enquanto o México depende dos bancos norte-americanos, que são grandes atores no país. Também a partir desse ponto de vista, o Brasil foi o mais sólido, com 79% do crédito que vem do setor financeiro nacional. A presença de bancos nacionais potentes faz do país um caso a parte na América Latina, que alguns vizinhos estão pensando em copiar. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), por exemplo, vai desembolsar 50 bilhões de dólares este ano, mais de quatro vezes o volume de empréstimos previstos pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), para toda América Latina (12 bilhões). Ilusão? O economista argentino Cláudio Loser, que trabalha como pesquisador no The Inter-American Dialogue, considera que a recuperação econômica da América Latina pode ser só uma ilusão enquanto os governos não entenderem a necessidade de medidas estruturais. Ele acabou de publicar uma pesquisa comparando as diversas regiões do mundo nas questões de educação, investimento e competitividade. “A região fez seu dever de casa sobre a gestão macroeconômica, mas está ainda muito atrasada nesses indicadores estruturais para esperar prosperar”, explica. Seu compatriota, o economista Federico Villalpando, é um pouco mais otimista. “O fato de o debate sobre política econômica, medidas fiscais, produção e emprego existir demonstra que América Latina amadureceu bastante”.
“Marolinha” ou “tsunami”? Até o último trimestre de 2008, a América Latina alimentava a esperança de passar incólume pela crise econômica que atingia os Estados Unidos e a União Europeia. Havia um certo distanciamento entre os países emergentes, que continuavam a crescer em sua maioria, e as nações mais industrializadas, que mergulhavam na recessão. A queda do banco Lehman Brothers, em setembro de 2008, e o subsequente desaparecimento do crédito, acabou com essa ilusão. A América Latina foi a última região a entrar na crise, mas o golpe não foi pequeno. Após seis anos de crescimento contínuo, o grupo de países deve apresentar um recuo de 1,9% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2009. O Brasil, que crescia ao ritmo de 6% em 2008, teve queda de 3,9% no último trimestre do ano. A economia chilena contraiu 4,5% no segundo trimestre de 2009, o que fez com que o país entrasse oficialmente na primeira recessão desde 1999. Motor do crescimento durante a atual década, o comércio exterior foi duramente afetado. As exportações da região devem apresentar redução de 13% este ano, segundo estimativa da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), braço econômico das Nações Unidas na região. A retração é atribuída ao encolhimento da demanda, à queda dos preços de matérias-primas produzidas na região e ao aperto no mercado de crédito. Segundo a Cepal, seria o pior resultado em 72 anos. Paralelamente, as remessas contraíram cerca de 10% entre o último trimestre de 2008 e o primeiro de 2009. Os efeitos sociais da crise não demoraram a abalar a população da região. Desde o começo de 2008 até o primeiro trimestre de 2009 mais de um milhão de pessoas ficaram sem emprego nas zonas urbanas. A taxa de desemprego deveria passar de 7,4% em 2008 para cerca de 9% este ano, deixando mais de três milhões de pessoas sem trabalho. Isso sem contabilizar a expansão do trabalho informal, que dificulta a saída da pobreza. Rápida melhora Mas enquanto os países ricos parecem ainda experimentar uma deterioração do quadro econômico, vários índices apontam uma recuperação rápida na América Latina, fazendo com que provavelmente a região seja a primeira a sair da crise. A Fundação Getúlio Vargas acabou de publicar, em colaboração com o instituto de pesquisa econômica da Universidade de Munich (IFO), um informe sobre o clima econômico da região. O trabalho mostra uma melhora das expectativas dos agentes econômicos no Peru, Brasil, Chile e Colômbia. “No caso do Brasil, se as expectativas se confirmarem, o país pode passar para a fase de expansão já na próxima sondagem”, acredita Lia Valls, coordenadora da pesquisa para a Fundação Getúlio Vargas. Os números do PIB divulgados nesta semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) confirmam que a economia brasileira cresceu 1,9% no segundo trimestre deste ano na comparação com o primeiro trimestre, o que confirma que o país saiu da recessão técnica. O quadro positivo se estende à maioria dos países da região, exceto na Venezuela, onde a situação política transformou os empresários em adversários do governo. A primeira explicação desta melhora tão rápida vem da recuperação das exportações de matérias-primas, as chamadas commodities. Os preços do cobre, soja, minério de ferro e do petróleo aumentaram desde o começo do ano e subiram ainda mais desde abril, puxados pela demanda asiática. Na China, o pacote fiscal do governo começa a surtir efeitos e já há previsões de que a economia irá crescer 7,5% este ano. Isso provocou uma mudança estrutural nos destinos dos produtos latino-americanos, como mostra o exame do comércio exterior brasileiro. Enquanto as vendas para Estados Unidos caíram 43%, para a União Européia, 27,2% e para o Mercosul, 40% durante os primeiros seis meses do ano em relação ao mesmo período em 2008. Na Ásia, único mercado onde foi registrado crescimento, houve alta de 15,8%. Sendo assim, o continente passou a ser o destino de 27% dos produtos exportados pelo Brasil, com destaque para a China, que em março se tornou o principal cliente do Brasil, ultrapassando os Estados Unidos. O apetite pelas matérias-primas explica também a boa resistência dos investimentos estrangeiros diretos, em comparação com outras regiões do mundo. Em 2009, os fluxos de investimentos na América Latina e no Caribe chegaram a 140 bilhões de dólares, em alta de 9% em relação a 2007, enquanto a tendência mundial era de uma diminuição de 15% - ainda mais marcada nos países mais ricos (-25%). Segundo a Cepal, 80% destes fundos foram para empresas de matérias-primas no Brasil. No Chile e na Colômbia, a quase totalidade foi investida nas mineradoras. Esta recuperação já começou a se refletir nos mercados financeiros. Em 2008, quando a crise apertou, os investidores venderam as ações de todas as bolsas sem muita discriminação, como provaram as fortes quedas dos índices de forma geral. Desde o final do ano passado, as bolsas latino-americanas são as mais dinâmicas. A melhor recuperação é da bolsa do Chile. Mesmo assim, a alta não conseguiu ainda borrar a crise. Desde o seu nível máximo, em julho de 2007, até a sua mínima, em outubro do ano passado, ela caiu 40%. No final de agosto, tinha voltado a 7% abaixo do topo histórico, assim como a bolsa da Colômbia. Macroeconomia Esta diferenciação feita pelos investidores pode ser explicada pelo exame mais profundo dos fundamentos econômicos. “A crise encontrou a América Latina numa situação muito melhor em matéria macroeconômica que em outras épocas”, analisa Lia Valls. Os países tinham pelo menos seis anos de crescimento interrompido, conseguiram diminuir uma boa parte da dívida publica e acumularam reservas internacionais. Na Venezuela, por exemplo, as reservas de divisas deveriam permitir ao governo seguir importando durante nove meses, apesar da queda brutal do petróleo. Na Argentina, os 45 bilhões de reservas aparecem como uma garantia para evitar um calote comparável a aquele de 2001. Mais preparados, os países latino-americanos deram também muito mais espaço a ações do Estado em comparação com as últimas crises, implementando medidas contra-cíclicas fortes, começando pela política monetária. Para facilitar a volta do crédito e manter a demanda interna, todos os países da região entraram em um ciclo de alívio monetário agressivo, com cortes nos juros que vão até 7,5 pontos. No Chile, a taxa passou de 8,25% em janeiro de 2009 a 0,5% em julho. No México, tradicionalmente ortodoxo, caiu de 8,25% no final de 2008 a 4,5% em agosto, o mesmo nível que na Colômbia, enquanto no Peru atingiu o nível histórico de 1,25%, após a sétima redução consecutiva. No Brasil, a taxa básica Selic foi reduzida para 8,75% anuais. Desde a criação do Comitê de Política Monetária do Banco Central, em 1996, é a primeira vez que
descontada a inflação - chegam abaixo de 5% ao ano. Parte 2: Países da América Latina adotam diferentes medidas para sair da crise
A política monetária não foi o único instrumento utilizado pelos países latino-americanos para revitalizar a economia. No Chile, a presidente Michelle Bachelet anunciou um pacote econômico de 4 bilhões de dólares em maio, soma que foi dobrada em junho. “O governo chileno aproveita o dinheiro acumulado no Fundo de Estabilização econômica e social (FEES), no qual vão os benefícios do cobre quando o preço do metal é muito alto”, explica Lia Valls, pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas. No Brasil, Silvio Campos Neto, economista-chefe do Banco Schahin, destaca “a importância das desonerações tributárias em determinados segmentos de bens duráveis (veículos, linha branca, material de construção), estimulando o consumo e a produção destes itens”. Na linha branca, a produção saltou de 20% em maio e junho, em relação ao mesmo período em 2008, enquanto as montadoras já preveem um recorde de vendas neste ano. Os gastos do Estado por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e os investimentos das estatais deveriam ser a principal fonte de atividade econômica. De acordo com cálculos do Ministério da Fazenda, a Petrobras sozinha responderá por quase a metade do crescimento. A estatal deveria desembolsar investimentos por 1,7% do PIB (contra 1,3%, em 2008, e 0,9%, em 2007). Apenas no primeiro trimestre, a Petrobras investiu cerca de 14,4 bilhões de reais, 41% a mais do que em igual período de 2008. “A crise sinalizou o grande retorno da política como protagonista para a construção do futuro na América Latina”, opina Alicia Bárcena, secretária-executiva da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e Caribe). Ela considera que a situação econômica atual acabou com a ilusão de um mercado resolvendo todos os problemas sem a ação do Estado. “O gasto social em tempo de crise é muito importante”, destaca Bárcena, lembrando que a América Latina demorou 12 anos para recuperar o nível de crescimento prévio da crise econômica de 1980, mas precisou de 24 anos para voltar aos níveis de pobreza anteriores a esta mesma crise. Até os organismos multilaterais como o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial incorporaram esta mudança. “Os novos empréstimos do FMI, como aquele de 40 bilhões feito ao México, vêm com poucas condições, o que facilita sua eficiência. No passado, demoravam muito, e as condições fiscais drásticas tinham efeitos negativos sobre a demanda interna”, acrescenta Lia Valls. Próximo passo Menos golpeada que outras regiões, a América Latina deve agora provar sua capacidade de integrar esta melhora de maneira estrutural. Os países que resistiram mais à crise e onde a atividade está decolando mais rapidamente são os que conseguiram construir uma economia com um mercado interno importante, um sistema financeiro sólido e exportações diversificadas. A economia brasileira foi uma das menos afetadas graças à relativa independência do comércio internacional. As exportações respondem por apenas 14% do PIB. No Chile, esse patamar é de 39% e na Costa Rica chega a 46%. É também o peso do mercado doméstico que explica a atração dos investimentos e por essa razão as multinacionais apontaram o Brasil como o quarto destino preferido para investimentos nos próximos dois anos, segundo uma pesquisa da UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento). O México, que exporta mais de 80% de seus produtos para os Estado Unidos, está numa situação bem mais frágil que o Brasil, cujo principal comprador, a China, não ultrapassa 20% das vendas. “Infelizmente, esta situação não provocou uma mudança de atitude dos empresários mexicanos, existe uma inércia grande”, lamenta Hilda Garcia, que dirige a edição multimídia do diário El Universal. O economista argentino Federico Villalpando demonstra a mesma preocupação. “Não há dúvidas que a Argentina está bem mais preparada hoje para uma crise econômica que há dez anos. Mas acho que a procura para diversificar as exportações, a reforma fiscal, a acumulação de reservas e as medidas para aumentar a produção local poderiam ter sido melhores durante os anos de crescimento econômico”. Na Venezuela, a pergunta é se o governo vai conseguir reverter a dependência extrema a um único produto, o petróleo, que representa 93% de suas entradas de divisas. No Brasil, o risco é ver as matérias-primas, que geram pouco emprego e desenvolvimento, tomar o espaço de produtos industriais nas vendas do país. “Veremos se a crise vai incentivar uma mudança na arquitetura financeira da região”, sublinha Lia Valls. Sem acesso ao crédito, a Argentina está obrigada a reconsiderar sua rejeição ao FMI, enquanto o México depende dos bancos norte-americanos, que são grandes atores no país. Também a partir desse ponto de vista, o Brasil foi o mais sólido, com 79% do crédito que vem do setor financeiro nacional. A presença de bancos nacionais potentes faz do país um caso a parte na América Latina, que alguns vizinhos estão pensando em copiar. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), por exemplo, vai desembolsar 50 bilhões de dólares este ano, mais de quatro vezes o volume de empréstimos previstos pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), para toda América Latina (12 bilhões). Ilusão? O economista argentino Cláudio Loser, que trabalha como pesquisador no The Inter-American Dialogue, considera que a recuperação econômica da América Latina pode ser só uma ilusão enquanto os governos não entenderem a necessidade de medidas estruturais. Ele acabou de publicar uma pesquisa comparando as diversas regiões do mundo nas questões de educação, investimento e competitividade. “A região fez seu dever de casa sobre a gestão macroeconômica, mas está ainda muito atrasada nesses indicadores estruturais para esperar prosperar”, explica. Seu compatriota, o economista Federico Villalpando, é um pouco mais otimista. “O fato de o debate sobre política econômica, medidas fiscais, produção e emprego existir demonstra que América Latina amadureceu bastante”.
Wednesday, July 22, 2009
ESTUDIO ECONOMICO DE AMERICA LATINA Y EL CARIBE 2008-2009
La publicación del sexagésimo primer Estudio económico de América Latina y el Caribe, correspondiente al bienio 2008-2009, tiene lugar en un momento crítico del desarrollo económico de América Latina y el Caribe. Se interrumpió una fase de crecimiento de duración y características inéditas en la historia reciente y la región sufre una contracción de su producto, con efectos negativos en el bienestar de la población que inevitablemente se reflejarán en retrocesos de las variables sociales. Dos características diferencian la situación actual de los muchos episodios de crisis que afectaron a la región en las décadas pasadas. En primer lugar, la crisis no se originó en la región ni tampoco en otra economía emergente, sino en la economía más grande del mundo, por lo que tuvo efectos a nivel global, con significativas diferencias entre países y regiones. En segundo lugar, si bien con excepciones significativas, al disminuir sus deudas e incrementar sus reservas durante la fase expansiva de los años pasados, la región en su conjunto está mejor preparada para enfrentar esta crisis que en episodios previos y que otras regiones. Estas características, por su parte, tienen dos consecuencias: la tasa de contracción proyectada para el año en curso es relativamente moderada —si bien nuevamente con marcadas diferencias entre los países de la región— y la recuperación depende en gran parte de la reactivación de la economía mundial en su conjunto.
En la primera parte de este Estudio económico se analizan los canales a través de los cuales la crisis está afectando a las economías de la región y su efecto en variables como el crecimiento económico, el empleo y los indicadores del sector externo. También se presentan las fortalezas y debilidades para enfrentar las consecuencias de la crisis mundial y las políticas económicas aplicadas en este contexto. El análisis abarca la evolución de la economía regional en 2008 y el primer semestre de 2009 y concluye con un examen de las perspectivas de la región en el segundo semestre del año, todo ello respaldado con un amplio anexo estadístico.
Las características de la recuperación dependen en gran medida de la evolución de la economía mundial, pero también de la manera en que los países se preparan para los desafíos del futuro. A este respecto, es importante el manejo macroeconómico de la crisis, pero también, como la CEPAL ha enfatizado en repetidas ocasiones, la construcción de los fundamentos para un crecimiento sostenido, basado en una creciente competitividad sistémica, una mayor cohesión social y una estructura productiva y de consumo ambientalmente sostenible. Por lo tanto, una tarea clave de los países de la región es el desarrollo de instituciones acordes con estos objetivos. En este Estudio económico se analiza el caso de la institucionalidad laboral, que en el pasado reciente ha sido objeto de confrontaciones polarizadas y debates sumamente controvertidos. No obstante, actualmente se han abierto espacios para un debate más equilibrado que tome en cuenta que esta institucionalidad debe cumplir con varios objetivos, lo que no permite la imposición de visiones particulares.
En el primer capítulo de la segunda parte se revisa el desarrollo histórico de la institucionalidad laboral de la región, la gran variedad existente al respecto entre los países y el papel de los principales componentes de esta institucionalidad. En el segundo capítulo, se presentan los cambios recientes en algunas instituciones específicas, el salario mínimo, los sindicatos y la negociación colectiva, así como los instrumentos de protección al desempleo, y se analizan sus efectos sobre el funcionamiento del mercado de trabajo y las opciones para su perfeccionamiento. En el tercer capítulo, se examinan las políticas activas del mercado de trabajo, específicamente la capacitación y formación profesional, los servicios públicos de empleo, la generación directa e indirecta de empleo y el fomento del trabajo independiente. En el cuarto capítulo, se discuten alternativas de política para promover la inserción laboral productiva de los jóvenes y las mujeres, quienes con frecuencia son marginados y discriminados en el mercado laboral. El quinto capítulo resume las conclusiones sobre los desafíos de la institucionalidad laboral y los mecanismos para avanzar en el cumplimiento de sus objetivos.
Por último, se analiza la coyuntura de los países de América Latina y el Caribe en 2008 y el primer semestre de 2009. A la información de las notas de cada país se suman los datos del anexo estadístico en el que se muestra la evolución de los principales indicadores económicos. Estas notas, al igual que el anexo estadístico específico para cada país, se publican en el CD-ROM que acompaña la versión impresa, así como también en la página web de la CEPAL (www.cepal.org). En los cuadros del anexo estadístico se puede visualizar rápidamente la información de los últimos años y crear cuadros en hojas electrónicas. En el disco se encuentran también las versiones electrónicas de la primera y la segunda parte.
La información estadística de la presente publicación ha sido actualizada al 30 de junio de 2009.
En la primera parte de este Estudio económico se analizan los canales a través de los cuales la crisis está afectando a las economías de la región y su efecto en variables como el crecimiento económico, el empleo y los indicadores del sector externo. También se presentan las fortalezas y debilidades para enfrentar las consecuencias de la crisis mundial y las políticas económicas aplicadas en este contexto. El análisis abarca la evolución de la economía regional en 2008 y el primer semestre de 2009 y concluye con un examen de las perspectivas de la región en el segundo semestre del año, todo ello respaldado con un amplio anexo estadístico.
Las características de la recuperación dependen en gran medida de la evolución de la economía mundial, pero también de la manera en que los países se preparan para los desafíos del futuro. A este respecto, es importante el manejo macroeconómico de la crisis, pero también, como la CEPAL ha enfatizado en repetidas ocasiones, la construcción de los fundamentos para un crecimiento sostenido, basado en una creciente competitividad sistémica, una mayor cohesión social y una estructura productiva y de consumo ambientalmente sostenible. Por lo tanto, una tarea clave de los países de la región es el desarrollo de instituciones acordes con estos objetivos. En este Estudio económico se analiza el caso de la institucionalidad laboral, que en el pasado reciente ha sido objeto de confrontaciones polarizadas y debates sumamente controvertidos. No obstante, actualmente se han abierto espacios para un debate más equilibrado que tome en cuenta que esta institucionalidad debe cumplir con varios objetivos, lo que no permite la imposición de visiones particulares.
En el primer capítulo de la segunda parte se revisa el desarrollo histórico de la institucionalidad laboral de la región, la gran variedad existente al respecto entre los países y el papel de los principales componentes de esta institucionalidad. En el segundo capítulo, se presentan los cambios recientes en algunas instituciones específicas, el salario mínimo, los sindicatos y la negociación colectiva, así como los instrumentos de protección al desempleo, y se analizan sus efectos sobre el funcionamiento del mercado de trabajo y las opciones para su perfeccionamiento. En el tercer capítulo, se examinan las políticas activas del mercado de trabajo, específicamente la capacitación y formación profesional, los servicios públicos de empleo, la generación directa e indirecta de empleo y el fomento del trabajo independiente. En el cuarto capítulo, se discuten alternativas de política para promover la inserción laboral productiva de los jóvenes y las mujeres, quienes con frecuencia son marginados y discriminados en el mercado laboral. El quinto capítulo resume las conclusiones sobre los desafíos de la institucionalidad laboral y los mecanismos para avanzar en el cumplimiento de sus objetivos.
Por último, se analiza la coyuntura de los países de América Latina y el Caribe en 2008 y el primer semestre de 2009. A la información de las notas de cada país se suman los datos del anexo estadístico en el que se muestra la evolución de los principales indicadores económicos. Estas notas, al igual que el anexo estadístico específico para cada país, se publican en el CD-ROM que acompaña la versión impresa, así como también en la página web de la CEPAL (www.cepal.org). En los cuadros del anexo estadístico se puede visualizar rápidamente la información de los últimos años y crear cuadros en hojas electrónicas. En el disco se encuentran también las versiones electrónicas de la primera y la segunda parte.
La información estadística de la presente publicación ha sido actualizada al 30 de junio de 2009.
Sunday, July 19, 2009
DESPUES DE CRISIS MUNDIAL
Os perigos pós-crise
O mundo vai ter uma convalescença difícil e perigosa, depois da maior crise financeira desde a 2ª Guerra Mundial. Depois de gastar trilhões de dólares para conter os estragos e evitar uma depressão, os governos do mundo rico estarão atolados em dívidas. Nessa semana, o Tesouro americano anunciou um déficit público recorde de US$ 1,09 trilhão. Esse foi o resultado das contas públicas até junho, mas o ano fiscal só terminará em 30 de setembro e até lá o rombo poderá chegar, segundo a projeção oficial, a US$ 1,84 trilhão. Para o próximo ano fiscal a previsão é mais otimista: o déficit poderá diminuir para US$ 1,26 trilhão, mas o buraco ainda será quase o triplo do contabilizado na temporada de 2008, US$ 454,8 bilhões. A arrumação dessa bagunça financeira vai, certamente, custar caro. Entre 2009 e 2011, os déficits federais americanos ficarão em média na vizinhança de 9% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo projeção divulgada no mês passado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), depois da revisão anual das condições econômicas dos Estados Unidos. A dívida federal deverá atingir 75% do PIB e, como os prazos de vencimento estão encurtando, as necessidades brutas de financiamento do Tesouro deverão equivaler a 30% da riqueza produzida no país. Esse dinheiro, é fácil adivinhar, será obtido no mercado internacional e para isso o Tesouro terá de pagar, quase certamente, juros bem maiores que os da fase de prosperidade. Nenhum país ficará livre das consequências desse encarecimento do crédito. O caso americano é o mais notável apenas pela dimensão da economia dos Estados Unidos, mas todas as potências capitalistas deverão enfrentar dificuldades fiscais, depois dos enormes volumes de dinheiro lançados no mercado para combater a crise. No Reino Unido, o déficit público passou de 2,7% do PIB em 2007 para 7,1% em 2008, deve chegar a 12,9% em 2009 e poderá alcançar 13,25% no próximo ano fiscal, segundo os cálculos do FMI. No Japão, o déficit está projetado em 11,6% do PIB, este ano. Em 2008 chegou a 6,7%, pouco mais que o dobro do registrado em 2007, 3,3%. Quadros parecidos são encontrados quando se examinam as contas das outras grandes economias capitalistas. Na zona do euro, o limite de 3% do PIB para o déficit público, fixado para a convergência fiscal dos países-membros do clube, é hoje uma vaga memória. É parte da atividade normal do FMI o exame periódico das condições econômicas dos países sócios. As consultas entre os economistas do Fundo e o pessoal dos vários governos são previstas no artigo 4º do Acordo Constitutivo e as conclusões e recomendações são normalmente divulgadas. Nesta temporada, uma recomendação se repete em todo relatório produzido sobre as economias do mundo rico: embora a crise não esteja superada e falte completar algumas tarefas, com destaque para o ajuste do setor financeiro, é prudente pensar desde já numa estratégia de saída. Será preciso desmontar o enorme aparato financeiro de ajuda a bancos, empresas e famílias endividadas. Os governos terão, em alguns casos, de eliminar gradualmente os incentivos. "Com uma dívida pública já elevada, o custo da recessão e os estímulos fiscais devem piorar de forma considerável a perspectiva fiscal no médio prazo", está escrito no relatório sobre a França. O prognóstico se repete no material produzido pelas várias missões.Um grupo de economistas do FMI acaba de publicar um pequeno trabalho sobre a importância de apresentar publicamente o conjunto de "riscos fiscais no mundo pós-crise". Os próprios governos poderão atuar com maior segurança, de acordo com o documento, se estiverem preparados para avaliar as consequências possíveis dos problemas acumulados.O quadro se complica, desta vez, com grandes grupos em apuros. Neste ano, 128 companhias de peso já se tornaram insolventes e outras 207, segundo a Standard & Poor?s, poderão não evitar o calote. A convalescença global será uma fase ruim para quem precisar seriamente de financiamento. Mas o governo brasileiro insiste em aumentar os gastos permanentes, a começar pelos salários. Empenhado na campanha eleitoral, o presidente Lula expõe o País a perigos muito graves nos próximos anos. Alguém de fora do Palácio deveria alertá-lo com urgência.
O mundo vai ter uma convalescença difícil e perigosa, depois da maior crise financeira desde a 2ª Guerra Mundial. Depois de gastar trilhões de dólares para conter os estragos e evitar uma depressão, os governos do mundo rico estarão atolados em dívidas. Nessa semana, o Tesouro americano anunciou um déficit público recorde de US$ 1,09 trilhão. Esse foi o resultado das contas públicas até junho, mas o ano fiscal só terminará em 30 de setembro e até lá o rombo poderá chegar, segundo a projeção oficial, a US$ 1,84 trilhão. Para o próximo ano fiscal a previsão é mais otimista: o déficit poderá diminuir para US$ 1,26 trilhão, mas o buraco ainda será quase o triplo do contabilizado na temporada de 2008, US$ 454,8 bilhões. A arrumação dessa bagunça financeira vai, certamente, custar caro. Entre 2009 e 2011, os déficits federais americanos ficarão em média na vizinhança de 9% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo projeção divulgada no mês passado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), depois da revisão anual das condições econômicas dos Estados Unidos. A dívida federal deverá atingir 75% do PIB e, como os prazos de vencimento estão encurtando, as necessidades brutas de financiamento do Tesouro deverão equivaler a 30% da riqueza produzida no país. Esse dinheiro, é fácil adivinhar, será obtido no mercado internacional e para isso o Tesouro terá de pagar, quase certamente, juros bem maiores que os da fase de prosperidade. Nenhum país ficará livre das consequências desse encarecimento do crédito. O caso americano é o mais notável apenas pela dimensão da economia dos Estados Unidos, mas todas as potências capitalistas deverão enfrentar dificuldades fiscais, depois dos enormes volumes de dinheiro lançados no mercado para combater a crise. No Reino Unido, o déficit público passou de 2,7% do PIB em 2007 para 7,1% em 2008, deve chegar a 12,9% em 2009 e poderá alcançar 13,25% no próximo ano fiscal, segundo os cálculos do FMI. No Japão, o déficit está projetado em 11,6% do PIB, este ano. Em 2008 chegou a 6,7%, pouco mais que o dobro do registrado em 2007, 3,3%. Quadros parecidos são encontrados quando se examinam as contas das outras grandes economias capitalistas. Na zona do euro, o limite de 3% do PIB para o déficit público, fixado para a convergência fiscal dos países-membros do clube, é hoje uma vaga memória. É parte da atividade normal do FMI o exame periódico das condições econômicas dos países sócios. As consultas entre os economistas do Fundo e o pessoal dos vários governos são previstas no artigo 4º do Acordo Constitutivo e as conclusões e recomendações são normalmente divulgadas. Nesta temporada, uma recomendação se repete em todo relatório produzido sobre as economias do mundo rico: embora a crise não esteja superada e falte completar algumas tarefas, com destaque para o ajuste do setor financeiro, é prudente pensar desde já numa estratégia de saída. Será preciso desmontar o enorme aparato financeiro de ajuda a bancos, empresas e famílias endividadas. Os governos terão, em alguns casos, de eliminar gradualmente os incentivos. "Com uma dívida pública já elevada, o custo da recessão e os estímulos fiscais devem piorar de forma considerável a perspectiva fiscal no médio prazo", está escrito no relatório sobre a França. O prognóstico se repete no material produzido pelas várias missões.Um grupo de economistas do FMI acaba de publicar um pequeno trabalho sobre a importância de apresentar publicamente o conjunto de "riscos fiscais no mundo pós-crise". Os próprios governos poderão atuar com maior segurança, de acordo com o documento, se estiverem preparados para avaliar as consequências possíveis dos problemas acumulados.O quadro se complica, desta vez, com grandes grupos em apuros. Neste ano, 128 companhias de peso já se tornaram insolventes e outras 207, segundo a Standard & Poor?s, poderão não evitar o calote. A convalescença global será uma fase ruim para quem precisar seriamente de financiamento. Mas o governo brasileiro insiste em aumentar os gastos permanentes, a começar pelos salários. Empenhado na campanha eleitoral, o presidente Lula expõe o País a perigos muito graves nos próximos anos. Alguém de fora do Palácio deveria alertá-lo com urgência.
Sunday, June 28, 2009
CHINA PUXA A ECONOMIA MUNDIAL P.SAIR DA CRISE
China começa a puxar retomada do crescimento de países emergentes
Ricardo Allan (Publicação: 28/06/2009 11:13 )
Superada a fase aguda da maior crise internacional das últimas sete décadas, os olhos dos observadores passaram a mirar a etapa seguinte: a retomada do crescimento global. As duas únicas potências capazes de fazer a roda voltar a girar são Estados Unidos e China. A primeira etapa da reaceleração, puxada pelo consumo chinês, já está em curso, mas terá alcance limitado. O mundo só sairá do atoleiro quando o segundo pelotão, impulsionado pelo retorno pleno dos norte-americanos às compras, marchar a partir de 2010.Em ambas as situações, o mecanismo de transmissão de desenvolvimento será o comércio exterior. Mostrando impressionante capacidade produtiva, a China deve crescer ao menos 8% este ano, um ritmo superior aos 6% estimados inicialmente. Isso será possível porque o governo apostou no sucesso dentro de casa, torrando US$ 687 bilhões em dinheiro público para incentivar a entrada de milhões de pessoas no mercado consumidor. Com isso, as importações de produtos agrícolas e minerais subiram, beneficiando as demais nações emergentes.No caso dos Estados Unidos, existe a presunção de que as medidas do governo Barack Obama para diminuir o nível de endividamento das famílias e resolver a escassez de crédito surtirão efeito a partir de 2010. Dessa forma, os consumidores voltarão a mostrar seu apetite voraz pelas compras, o que aquecerá o comércio, a indústria e o nível de emprego. Mais renda no bolso do trabalhador significará mais consumo, num círculo virtuoso que tirará o país da recessão. De novo, ele passará a importar em grandes quantidades, estimulando a indústria e o setor básico tanto dos demais países desenvolvidos como dos emergentes.%u201CO mundo continua refém dos Estados Unidos. Só eles têm a capacidade de bancar recuperação global firme. Achar que a China vai puxar a retomada do mundo é ilusão. O crescimento chinês só melhora o balanço de pagamento dos países que exportam produtos básicos para lá%u201D, afirma o economista Julio Sérgio Gomes de Almeida, professor da Unicamp e ex-secretário de Política Econômica. Os EUA respondem por 25% do produto mundial, enquanto os chineses ficam com 8,1%.De acordo com as estimativas do Fundo Monetário Internacional, a economia global vai sofrer contração de 1,3% este ano, mas crescerá 1,9% no que vem. Os EUA passariam de resultado negativo de 2,8% para a estabilidade, embora analistas independentes acreditem que eles podem crescer até 1% em 2010. O panorama das demais nações avançadas não é animador. Segunda maior economia global, o Japão teria retração de 6,2% em 2009 e retomada de 0,5% no ano seguinte. Na Zona do Euro, seriam dois resultados ruins: -4,2% e -0,4%.Nesse ambiente de baixa nas exportações, o Brasil se sai melhor por causa do bom mercado interno e por ser razoavelmente fechado às importações. %u201COs países emergentes com mercado doméstico grande, como China e Brasil, vão se destacar. Vamos crescer de 3,5% a 4% no ano que vem, mesmo se os desenvolvidos continuarem patinando. Os setores voltados para a demanda interna, como os de bens de consumo duráveis, vão sair na frente%u201D, prevê o economista-chefe da Tendências Consultoria, Juan Jensen.Nos Estados Unidos, a política de gastar US$ 787 bilhões em obras públicas para aquecer o nível de atividade pode dar um resultado no médio prazo, mas elevará o déficit fiscal a 13% do Produto Interno Bruto (PIB), batendo o recorde de 1942, quando o país entrou na Segunda Guerra Mundial. %u201CO aumento das despesas públicas será importante para evitar que os EUA entrem numa depressão, mas sair da recessão, só com o aumento do consumo%u201D, insiste Gomes de Almeida. Para Jensen, as famílias norte-americanas só vão se endividar novamente se tiverem confiança de que não perderão seus empregos.A Tendências projeta queda de 2,5% no PIB dos EUA este ano e crescimento de 1% em 2010. Na avaliação do diretor do Centro de Economia Mundial da FGV, Carlos Langoni, a diminuição na alavancagem nos empréstimos depois da crise vai reduzir o potencial de expansão da mundial. O volume de financiamentos concedidos pelos bancos (até 30 vezes superior aos seus ativos) foi uma das razões da crise, encolhendo a oferta de crédito e desanimando os consumidores a se endidarem, lembra Langoni.Capital seletivoEx-presidente do Banco Central, Langoni afirma que %u201Cnesse ambiente em que os capitais disponíveis para aplicação ficarão mais seletivos, vai sair ganhando quem tiver uma política econômica consistente e um mercado doméstico robusto. Os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) serão privilegiados na atração de investimentos%u201D, diz. Para ele, a recuperação será assimétrica, com vantagem para os emergentes. Os Estados Unidos, por exemplo, devem crescer metade das taxas vistas nos últimos 10 anos.%u201CA grande estrela da economia mundial continuará sendo a China. Ela está fazendo melhor do que todos a migração do mercado externo para o doméstico%u201D, assegura Langoni.O economista Armando Castelar Pinheiro, da Gávea Investimentos, não acredita que a recuperação global será sustentada por um ou outro país em particular. %u201CEstá havendo um alívio no mundo inteiro. O aumento das despesas públicas dá um alento, mas a solução virá do equilíbrio entre os países no comércio exterior
Ricardo Allan (Publicação: 28/06/2009 11:13 )
Superada a fase aguda da maior crise internacional das últimas sete décadas, os olhos dos observadores passaram a mirar a etapa seguinte: a retomada do crescimento global. As duas únicas potências capazes de fazer a roda voltar a girar são Estados Unidos e China. A primeira etapa da reaceleração, puxada pelo consumo chinês, já está em curso, mas terá alcance limitado. O mundo só sairá do atoleiro quando o segundo pelotão, impulsionado pelo retorno pleno dos norte-americanos às compras, marchar a partir de 2010.Em ambas as situações, o mecanismo de transmissão de desenvolvimento será o comércio exterior. Mostrando impressionante capacidade produtiva, a China deve crescer ao menos 8% este ano, um ritmo superior aos 6% estimados inicialmente. Isso será possível porque o governo apostou no sucesso dentro de casa, torrando US$ 687 bilhões em dinheiro público para incentivar a entrada de milhões de pessoas no mercado consumidor. Com isso, as importações de produtos agrícolas e minerais subiram, beneficiando as demais nações emergentes.No caso dos Estados Unidos, existe a presunção de que as medidas do governo Barack Obama para diminuir o nível de endividamento das famílias e resolver a escassez de crédito surtirão efeito a partir de 2010. Dessa forma, os consumidores voltarão a mostrar seu apetite voraz pelas compras, o que aquecerá o comércio, a indústria e o nível de emprego. Mais renda no bolso do trabalhador significará mais consumo, num círculo virtuoso que tirará o país da recessão. De novo, ele passará a importar em grandes quantidades, estimulando a indústria e o setor básico tanto dos demais países desenvolvidos como dos emergentes.%u201CO mundo continua refém dos Estados Unidos. Só eles têm a capacidade de bancar recuperação global firme. Achar que a China vai puxar a retomada do mundo é ilusão. O crescimento chinês só melhora o balanço de pagamento dos países que exportam produtos básicos para lá%u201D, afirma o economista Julio Sérgio Gomes de Almeida, professor da Unicamp e ex-secretário de Política Econômica. Os EUA respondem por 25% do produto mundial, enquanto os chineses ficam com 8,1%.De acordo com as estimativas do Fundo Monetário Internacional, a economia global vai sofrer contração de 1,3% este ano, mas crescerá 1,9% no que vem. Os EUA passariam de resultado negativo de 2,8% para a estabilidade, embora analistas independentes acreditem que eles podem crescer até 1% em 2010. O panorama das demais nações avançadas não é animador. Segunda maior economia global, o Japão teria retração de 6,2% em 2009 e retomada de 0,5% no ano seguinte. Na Zona do Euro, seriam dois resultados ruins: -4,2% e -0,4%.Nesse ambiente de baixa nas exportações, o Brasil se sai melhor por causa do bom mercado interno e por ser razoavelmente fechado às importações. %u201COs países emergentes com mercado doméstico grande, como China e Brasil, vão se destacar. Vamos crescer de 3,5% a 4% no ano que vem, mesmo se os desenvolvidos continuarem patinando. Os setores voltados para a demanda interna, como os de bens de consumo duráveis, vão sair na frente%u201D, prevê o economista-chefe da Tendências Consultoria, Juan Jensen.Nos Estados Unidos, a política de gastar US$ 787 bilhões em obras públicas para aquecer o nível de atividade pode dar um resultado no médio prazo, mas elevará o déficit fiscal a 13% do Produto Interno Bruto (PIB), batendo o recorde de 1942, quando o país entrou na Segunda Guerra Mundial. %u201CO aumento das despesas públicas será importante para evitar que os EUA entrem numa depressão, mas sair da recessão, só com o aumento do consumo%u201D, insiste Gomes de Almeida. Para Jensen, as famílias norte-americanas só vão se endividar novamente se tiverem confiança de que não perderão seus empregos.A Tendências projeta queda de 2,5% no PIB dos EUA este ano e crescimento de 1% em 2010. Na avaliação do diretor do Centro de Economia Mundial da FGV, Carlos Langoni, a diminuição na alavancagem nos empréstimos depois da crise vai reduzir o potencial de expansão da mundial. O volume de financiamentos concedidos pelos bancos (até 30 vezes superior aos seus ativos) foi uma das razões da crise, encolhendo a oferta de crédito e desanimando os consumidores a se endidarem, lembra Langoni.Capital seletivoEx-presidente do Banco Central, Langoni afirma que %u201Cnesse ambiente em que os capitais disponíveis para aplicação ficarão mais seletivos, vai sair ganhando quem tiver uma política econômica consistente e um mercado doméstico robusto. Os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) serão privilegiados na atração de investimentos%u201D, diz. Para ele, a recuperação será assimétrica, com vantagem para os emergentes. Os Estados Unidos, por exemplo, devem crescer metade das taxas vistas nos últimos 10 anos.%u201CA grande estrela da economia mundial continuará sendo a China. Ela está fazendo melhor do que todos a migração do mercado externo para o doméstico%u201D, assegura Langoni.O economista Armando Castelar Pinheiro, da Gávea Investimentos, não acredita que a recuperação global será sustentada por um ou outro país em particular. %u201CEstá havendo um alívio no mundo inteiro. O aumento das despesas públicas dá um alento, mas a solução virá do equilíbrio entre os países no comércio exterior
Sunday, April 19, 2009
EUA : O PIOR DA RECESSÃO JÁ PASSOU
Diretores do BC dos EUA sugerem que o pior da recessão já passou
Publicidade ,18/04/2009 ,da Reutersda Folha Online
Dois dos principais membros do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA) sugeriram neste sábado que o pior da crise financeira já passou no país. Donald Kohn, vice-presidente do Fed, e William Dudley (diretor da unidade regional do banco em Nova York) defenderam os cortes de juros e as injeções de capital na economia como forma de reativar o crescimento americano.
Os diretores foram questionados sobre a crise durante uma conferência na Universidade de Vanderbilt, em Nashville (no Estado do Tennessee). Para eles, a economia real ainda vai demorar algum tempo para mostrar os efeitos das medidas anticrise, mas o Fed e o governo têm sido bem-sucedidos em agir para retomar o crescimento.
Para Kohn, o "número dois" do Fed, a política em direção a uma taxa inflacionária de 2%, mais que um valor mais baixo, dá ao banco mais espaço para atuar em tempos de crise. "Essa flexibilidade poderia nos ajudar a facilitar ainda mais o crédito se a economia se mostrar resistente aos estímulos fiscais e monetários que já foram concedidos", disse.
Ele afirmou que, até agora, têm funcionado as tentativas do BC dos EUA para restaurar os mercados de crédito e recuperar a economia. Entre as decisões já tomadas pelo Fed está a redução da taxa de juros do país para algo entre zero e 0,25%.
William Dudley, presidente da unidade regional mais importante do Fed, afirmou que os programas emergenciais estão funcionando, apesar de muitos investidores ainda estarem assustados com os altos gastos propostos pelo governo para salvar bancos e as montadoras --no total, os pacotes do governo americano podem passar de US$ 1 trilhão.
A disputa política sobre os bônus dos bancos fez com que alguns investidores repensassem sobre colaborar com as medidas do Fed, disse. "É bom enfatizar que o que leva os investidores a correr determinados riscos, especialmente em um cenário de crise como esse, é o poder de garantir de crédito a taxas de juros interessantes."
Fluxo de crédito
Kohn destacou, no entanto, que qualquer expectativa por uma recuperação duradoura depende do sucesso do governo em estabilizar os mercados financeiros e fazer com que o fluxo de crédito seja restabelecido.
"A situação nos mercados financeiros e na economia poderia ter sido muito pior se o Fed não tivesse agido como agimos", afirmou.
Em seus atuais esforços para ajudar a impulsionar o mercado imobiliário, Kohn afirmou que o Fed está considerando incluir empréstimos para grandes hipotecas no Tarp (Programa de Alívio de Ativos Problemáticos, na sigla em inglês), programa aprovado em outubro do ano passado, na gestão do presidente George W. Bush. Contudo, ele não detalhou como a medida pode ser executada.
O vice-presidente do Fed foi questionado por Paul Volcker, ex-presidente do Fed e chefe do conselho assessor para a recuperação da economia do governo. Conhecido por seus cortes agressivos nas taxas de juros para conter a inflação nos anos 80, Volcker afirmou que a queda brusca na atividade econômica americana no fim de 2008 --marcado com a quebra do banco Lehman Brothers, em setembro-- pode não ter levado os EUA a uma "grande depressão", mas "colocou o país em uma grande recessão com certeza".
"Nenhum de nós havia presenciado uma diminuição da atividade econômica com a velocidade vista no ano passado", disse.
Mais crise
No caminho contrário do otimismo dos diretores do Fed, a economista suíça Beatrice di Mauro, primeira mulher a integrar o grupo de cinco peritos em economia que assessora o governo da Alemanha, disse que os piores efeitos da crise financeira ainda estão por vir e que é preciso rigor com os bancos que não estão preparados para superá-la.
"Houve uma ou duas notícias positivas que geraram certa euforia. Mas temo que, em muitos âmbitos, o pior esteja por vir", disse Di Mauro à edição do jornal "Berliner Zeitung" deste sábado.
Só agora os efeitos da crise global começaram a atingir o mercado de trabalho e as empresas, por isso muito pode acontecer ao longo do ano, acredita a especialista. Di Mauro também acha que os bancos sem condições de enfrentar a crise sozinhos não deveriam ser socorridos com o dinheiro do contribuinte.
"Não é possível que todos os bancos sejam de relevância para o sistema e que o contribuinte tenha que assumir quase completamente" sua recuperação, disse a especialista, para quem o governo deve começar a preparar os procedimentos necessários para que os bancos "sem um modelo de gestão que funcione" declarem sua quebra.
Com Efe
Publicidade ,18/04/2009 ,da Reutersda Folha Online
Dois dos principais membros do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA) sugeriram neste sábado que o pior da crise financeira já passou no país. Donald Kohn, vice-presidente do Fed, e William Dudley (diretor da unidade regional do banco em Nova York) defenderam os cortes de juros e as injeções de capital na economia como forma de reativar o crescimento americano.
Os diretores foram questionados sobre a crise durante uma conferência na Universidade de Vanderbilt, em Nashville (no Estado do Tennessee). Para eles, a economia real ainda vai demorar algum tempo para mostrar os efeitos das medidas anticrise, mas o Fed e o governo têm sido bem-sucedidos em agir para retomar o crescimento.
Para Kohn, o "número dois" do Fed, a política em direção a uma taxa inflacionária de 2%, mais que um valor mais baixo, dá ao banco mais espaço para atuar em tempos de crise. "Essa flexibilidade poderia nos ajudar a facilitar ainda mais o crédito se a economia se mostrar resistente aos estímulos fiscais e monetários que já foram concedidos", disse.
Ele afirmou que, até agora, têm funcionado as tentativas do BC dos EUA para restaurar os mercados de crédito e recuperar a economia. Entre as decisões já tomadas pelo Fed está a redução da taxa de juros do país para algo entre zero e 0,25%.
William Dudley, presidente da unidade regional mais importante do Fed, afirmou que os programas emergenciais estão funcionando, apesar de muitos investidores ainda estarem assustados com os altos gastos propostos pelo governo para salvar bancos e as montadoras --no total, os pacotes do governo americano podem passar de US$ 1 trilhão.
A disputa política sobre os bônus dos bancos fez com que alguns investidores repensassem sobre colaborar com as medidas do Fed, disse. "É bom enfatizar que o que leva os investidores a correr determinados riscos, especialmente em um cenário de crise como esse, é o poder de garantir de crédito a taxas de juros interessantes."
Fluxo de crédito
Kohn destacou, no entanto, que qualquer expectativa por uma recuperação duradoura depende do sucesso do governo em estabilizar os mercados financeiros e fazer com que o fluxo de crédito seja restabelecido.
"A situação nos mercados financeiros e na economia poderia ter sido muito pior se o Fed não tivesse agido como agimos", afirmou.
Em seus atuais esforços para ajudar a impulsionar o mercado imobiliário, Kohn afirmou que o Fed está considerando incluir empréstimos para grandes hipotecas no Tarp (Programa de Alívio de Ativos Problemáticos, na sigla em inglês), programa aprovado em outubro do ano passado, na gestão do presidente George W. Bush. Contudo, ele não detalhou como a medida pode ser executada.
O vice-presidente do Fed foi questionado por Paul Volcker, ex-presidente do Fed e chefe do conselho assessor para a recuperação da economia do governo. Conhecido por seus cortes agressivos nas taxas de juros para conter a inflação nos anos 80, Volcker afirmou que a queda brusca na atividade econômica americana no fim de 2008 --marcado com a quebra do banco Lehman Brothers, em setembro-- pode não ter levado os EUA a uma "grande depressão", mas "colocou o país em uma grande recessão com certeza".
"Nenhum de nós havia presenciado uma diminuição da atividade econômica com a velocidade vista no ano passado", disse.
Mais crise
No caminho contrário do otimismo dos diretores do Fed, a economista suíça Beatrice di Mauro, primeira mulher a integrar o grupo de cinco peritos em economia que assessora o governo da Alemanha, disse que os piores efeitos da crise financeira ainda estão por vir e que é preciso rigor com os bancos que não estão preparados para superá-la.
"Houve uma ou duas notícias positivas que geraram certa euforia. Mas temo que, em muitos âmbitos, o pior esteja por vir", disse Di Mauro à edição do jornal "Berliner Zeitung" deste sábado.
Só agora os efeitos da crise global começaram a atingir o mercado de trabalho e as empresas, por isso muito pode acontecer ao longo do ano, acredita a especialista. Di Mauro também acha que os bancos sem condições de enfrentar a crise sozinhos não deveriam ser socorridos com o dinheiro do contribuinte.
"Não é possível que todos os bancos sejam de relevância para o sistema e que o contribuinte tenha que assumir quase completamente" sua recuperação, disse a especialista, para quem o governo deve começar a preparar os procedimentos necessários para que os bancos "sem um modelo de gestão que funcione" declarem sua quebra.
Com Efe
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